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Inteligência artificial para auxiliar em diagnósticos

Scritta postou dia 05/02/2018 (atualizado 5 de Fevereiro de 2018)


A saúde é um dos setores que mais podem se beneficiar da utilização de novas tecnologias, como automação e inteligência artificial. Com geração de dados precisos, que podem ser compartilhados em tempo real, a medicina passa a ter um diálogo mais próximo com as máquinas para o desenvolvimento de processos inovadores que possibilitem a prevenção e o tratamento de doenças.
Já existem comprovações de que, graças a um diagnóstico assistido por computador, é possível detectar 52% dos casos de câncer de mama com base em exames de mamografia até um ano antes de as mulheres serem oficialmente diagnosticadas. A utilização da inteligência artificial, associada aos procedimentos médicos, reforça que a tecnologia pode transformar radicalmente – e para melhor – a saúde em todo o mundo.

A consultoria Frost & Sullivan estima que esse setor poderá movimentar US$ 6,6 bilhões em 2021 em comparação com US$ 634 milhões em 2014. Ao ajudar a diagnosticar e detectar doenças precocemente, a IA permitirá reduzir os gastos em saúde. Imagine quanto o Brasil ganharia com um sistema como este, tanto em economia como em qualidade de atendimento.
A automação robótica também poderá auxiliar os pacientes, desde a chegada ao hospital, com orientações e condução à sala de consulta ou ao apartamento, em caso de internação, até procedimentos cirúrgicos. Alguns estudos revelam que a cirurgia robótica diminui em 20% o tempo de hospitalização do paciente em relação à cirurgia convencional.
Embora muitos acreditem que automação seja uma ameaça ao mercado de trabalho, máquina e homem trabalharão cada vez mais unidos para facilitar o dia a dia das profissões. Na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, pesquisadores criaram um programa com inteligência artificial para identificar quais lesões cutâneas precisam de uma atenção maior do médico. Com uma foto, o software consegue detectar se uma mancha ou pinta deve ou não ser investigada.

Mesmo que pareça um procedimento simples, os cientistas criaram um banco de dados com mais de 130 mil imagens de doenças de pele. Só depois um algoritmo foi treinado para auxiliar no diagnóstico. Todos esses exemplos reiteram que a automação robótica e a inteligência artificial terão papel fundamental na relação médico-paciente. O objetivo não é substituir o diagnóstico, mas agregar informações que possam contribuir com a equipe médica.

As oportunidades são imensas e o mercado bem promissor para essas soluções. Um levantamento da IDC mostra que o mercado de hardware, software e serviços associados à inteligência artificial vai disparar de US$ 8 bilhões este ano para US$ 47 bilhões em 2020. A consultoria entende que esse princípio se assemelha à internet na metade dos anos 90: uma coisa separada que, no futuro, será integrada a todos os produtos e serviços. Nossa torcida é para que essa transformação tecnológica melhore a qualidade e a capacidade de trabalho das pessoas, de forma que a sociedade se beneficie dos avanços da interação homem-máquina.

 

Marco Stefanini é fundador e CEO global da Stefanini

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